Uma Sociologia da Religião de Israel liberto 1250-1050 a.C.
Retomando métodos e conclusões da sociologia e da antropologia, há tempo negligenciados nos estudos bíblicos, o Autor foi capaz de formular modelos alternativos testáveis do tribalismo israelita, considerado como um todo estrutural-funcional. O resultado é um modelo do primitivo Israel como um movimento de retribalização, que atingiu autonomia dentro da sociedade Cananéia. A feição característica da contra-sociedade israelita foi uma forma igualitária de organização sociopolítica e de produção e consumo econômico, escolhida por segmentos da população local que derrocaram a ordem de estado à qual haviam sido submetidos.
Este modelo de retribalização para o primitivo Israel como uma contra-sociedade esclarece auspiciosamente a religião de Iahweh como um conjunto de realidades ideológicas e organizacionais, as quais reforçavam o movimento social igualitário. A religião de Israel adquire desse modo uma inteligibilidade que a religião comparativa e a teologia bíblica, excessivamente fascinadas com "idéias" e "crenças" independentes, foram incapazes de discernir.
Finalmente, o modelo de retribalização aponta para uma moldura cultural-material, proveitosamente utilizada pelos antropólogos, como uma base promissora para futuras estratégias de pesquisa em muitos aspectos da primitiva vida israelita que permanecem obscuros e enigmáticos. São notados tipos de dados cultural-materiais, necessitados para formular uma teoria dinâmica do desenvolvimento do primitivo Israel. Propõem-se os perfis de uma hipótese cultural-material, que podem ajudar a esclarecer por que Israel e o javismo surgiram, quando e de que modo o fizeram.
Fornecendo, destarte, tanto à Igreja como também à Sinagoga um relato cuidadosamente pesquisado dos fundamentos de suas tradições, As Tribos de Iahweh realiza uma notável contribuição para uma teologia da libertação a ser desenvolvida tanto por judeus como por cristãos.