DESDE A MINHA CONVERSÃO, ainda na juventude, sempre quis ser um ganhador de almas. Imprimia folhetos em minha impressora de brinquedo e distribuía na vizinhança. Nem sonhava que em alguns anos estaríamos publicando folhetos em mais de 100 idiomas, à razão de uma tonelada por dia útil, a fim de facilitar a evangelização pessoal ao redor do mundo.
No tempo de Atos havia apenas 2 tipos de evangelização: a feita em massa e a pessoal. Mas pouco depois da morte dos apóstolos, as controvérsias teológicas usurparam o lugar da conquista agressiva de almas, trazendo a apostasia. No quarto século, a Idade das Trevas já estava em curso.
A evangelização em massa só vai reaparecer no século XVIII, com o ministério de Wesley. Mas a evangelização PESSOAL, do jeito que a igreja primitiva praticava, não foi ainda descoberta como a paixão motriz central da igreja cristã.
Nossa geração evangeliza a igreja, as salas da Escola Dominical, os bancos – mas não o mundo. O templo tornou-se o terreno mais segregado da terra – o lugar onde os grupos demoninacionais se encontram e se ministram a si mesmos em completo isolamento.
Mantemos cursos e atividades na igreja, e convidamos as pessoas para virem ao templo. Ali, esperamos que elas se decidam por Cristo – e isso é bom, para os poucos que vão. Mas nos esquecemos que 90% dos pecadores jamais entrarão numa igreja e, por isso, não poderão ser ganhas ali. Invertemos tudo: os cursos, as atividades, a igreja, e só ENTÃO Cristo. O certo é Cristo primeiro – depois a igreja.